






A Diretoria da SATI, Tranqüilo, Jacinto e Philippe e membros do conselho, Julio e Massaharu, reuniram-se na segunda feira, 17 de agosto com o Vereador Dalton Silvano no Sindicato dos Publicitários. Fomos calorosamente recebidos pelo vereador, que está fortemente engajado em encontrar uma solução para os mais de 600 tenistas que ficarão sem quadras para praticar o esporte. Foi confirmado que as obras do Metro se iniciarão em fevereiro de 2010. O terreno devolvido será equivalente a duas quadras, as outras duas serão ocupadas pela estação Servidor. Não há uma garantia que serão construídas duas quadras na área devolvida pelo Metro. O Vereador Dalton ficou de verificar o projeto do Prédio da mobilidade reduzida (Vereadora Mara Gabrilli) que ficará pronto na semana que vem. Ele vai verificar se o projeto inclui quadras de tênis e se há uma área viável para se fazer alguma quadra no conjunto do Clube Mané Garrincha.
Apresentamos um projeto para construir oito quadras de tênis de saibro no campo de futebol de terra batida ao lado do tribunal de contas, um investimento de R$500.000,00, urbanizando o entorno. Este projeto compensaria as três quadras perdidas no parque do Ibirapuera e as cinco perdidas no Clube Mané Garrincha. Alem de recuperar a quantidade de quadras, oito quadras no mesmo local provoca um efeito sinérgico para a pratica do tênis, congregando mais tenistas que quadras espalhadas em locais diferentes. Seria um centro de tênis de saibro, quadras hoje em extinção, devido à manutenção necessária. Em contato com o Chefe de Gabinete do Secretario Walter Feldman, Nelson Evangelista Vitor, comentou-se da possibilidade de transformar o campo de futebol de terra, hoje ocioso, em quadras de tênis. É impossível foi a resposta...
Foi aventada, a possibilidade de utilizar as quadras cobertas do CDM Bolsa D'água que estão embargadas pela CPI da Câmera, que precisam de liberação. Caso sejam liberadas para a SATI, aceitamos como parte da solução ("a cavalo dado não se olha os dentes"), mas deixamos claro que duas quadras não substituem cinco quadras com 100% de utilização de domingo a domingo. Simplesmente não cabem 600 usuários em duas, três ou quatro quadras. É necessário uma quantidade maior de quadras para abrigar essa quantidade de tenistas.
Em vista das dificuldades de encontrar espaço para cinco quadras dentro do Clube Mané Garrincha e na área da SEME, ficamos de viabilizar uma terceira opção, uma área com espaço para oito quadras. Apresentaremos um projeto especifico ao Vereador Dalton na próxima semana, que garantiu conseguir a área.




Carta aberta de Irma Lunardelli de Oliveira:
Caros Senhores,
"Porque as quadras de tênis da Secretaria de Esportes da Prefeitura são tão essenciais para mim e inúmeras pessoas, desde crianças até as da terceira idade?Tenho 86 anos e me sinto em plena forma, física e mental, graças, principalmente à pratica do tênis em quadras de saibro. Sou uma das veteranas aqui, nesse complexo esportivo e pretendo, com a graça Dionica continuar a me exercitar por um longo tempo. O jogo de tênis é cerca de 70% mental e isso nos ajuda, enormemente, a manter nossos cérebros, nossos neurônios, em excelente funcionamento, principalmente se considerando a idade avançada, aumentando nossa coordenação visual e motora, assim como nossos reflexos. Creio, ainda, ser um bom exemplo para todos que praticam esse nobre esporte. Nas quadras somos todos esportistas em busca da perfeição, seguindo para o trabalho, para a escola ou para casa, sentindo maior satisfação"
"Por favor, senhores, cooperem a fim de que possamos continuar a utilizar essas quadras de tênis ou outras semelhantes, se possível, neste mesmo local"
Agradecida,
Irma L. de Oliveira
P.S.: No Dia Internacional da Mulher, em 2005, tive a honra e o privilégio de ser escolhida, aqui no Centro Esportivo Mané Garrincha, para receber um diploma, homenagem, que me foi concedido pelas mãos do então, vice- prefeito Francisco Marsiglia, na Sub-prefeitura da Vila Mariana
PETIÇÃO:
Somos milhares de cidadãos brasileiros, tenistas domiciliados na cidade de São Paulo, que, através da presente, vimos à presença de Vossa Excelência, pleitear a urgente e necessária solução para a demolição das quadras de tênis do clube Mané Garrincha, cuja tramitação está em curso, em virtude da construção da Estação Servidor pelo Metrô no local das quadras. Esclarecemos que somos totalmente a favor da construção da estação, visto que será extremamente benéfica para toda a população, apenas pleiteamos a construção de outras quadras de tênis em local adjacente ao atual, mantendo a atividade esportiva de cerca de 600 praticantes.
Os tenistas, vindo de todos os bairros da cidade de são Paulo há mais de 40 anos (tempo de existência das quadras), praticam suas atividades diariamente, crianças fazem aulas, idosos e cadeirantes jogam tênis, promovendo sua saúde, fazendo o que a Organização Mundial de Saúde e o Estatuto do Idoso preconizam, melhorando a qualidade de vida da população em nossa cidade. E nos finais de semana, para aqueles que trabalham, é uma importante fonte de lazer para toda a família.
Numa megacidade como São Paulo, justamente o maior centro de tênis do país, contam-se nos dedos os locais que oferecem espaço gratuito para a prática do esporte. O principal deles é o Parque Villa-Lobos, com suas sete quadras sintéticas. Outro punhado se espalha pela zona Norte ou pela zona Leste, algumas estão em Centros Esportivos praticamente públicos, mas obviamente que o número é irrisório. Imagine então a diferença que as cinco quadras, bem cuidadas pela SATI, do C. E. Mané Garrincha na região do Ibirapuera fazem, encravadas no miolo da cidade e próximo a dois parques (Ibirapuera e das Bicicletas) que recebe centenas de milhares de visitantes por mês.
Lembramos que há nove anos, para a extensa comemoração dos 500 anos de descobrimento do Brasil, uma associação conseguiu o direito de montar uma exposição de artes justamente sobre as três concorridíssimas quadras públicas de tênis que haviam sido erguidas para um torneio, bem próximas ao pavilhão da Bienal no Parque do Ibirapuera. A Secretaria Municipal do Verde e do Meio Ambiente da Prefeitura paulistana prometeu, por escrito, que o espaço seria devolvido ao "poder público", mas isso jamais se concretizou, deixando uma legião de tenistas desamparados e boquiabertos.
Um esporte digno, que conta com a participação da comunidade interagindo pelo bem estar de todos, não merece ver as quadras publicas serem sucateadas pelo "Poder Publico".
Entendemos que a questão não é menos relevante ou não mereça a devida atenção, posto que esperamos vivenciar a cidadania com plenitude e dignidade. Milhões de eleitores em toda a cidade de São Paulo, amantes do tênis, aguardam essa solução o mais rápido possível.
PROJETO (Da SATI e Arqt. Jose Florence)
Em anexo uma sugestão para solucionar a situação criada pela demolição das quadras.